e eu surgi amarela
como um amanhecer
agradável.
Amável em teus olhos.
Alaranjei ao entardecer
para ver o sol se pôr
e trazer a noite
escura, colorida,
luzente e brilhante.
Ofuscou-me!
No meio da incandescente
escuridão,
fiquei vermelha.
Virei brasa
ardente, quente.
Queimei-te.
Assustastes?!
Foge, não!
Venha para perto,
fica amarelo.
Esquenta-te,
acalenta-me.
Vermelha-te brasa!
Ganha asa!
Bola de fogo no céu
para eu brincar
em um dia todo azul.
Bia Crispim
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