É prisão que ganha asas
Como dois que cabem tantos
Universo que nos separa
Nas palavras uma saudade
Um desejo de prender
De ficar por vontade
De querer permanecer
Em nosso voo de lados opostos
Embates e dilemas
Tornamo-nos libertos
Na certeza de algemas
Invisíveis cordas, correntes
Grilhões de emoção
De longe, de perto, sempre
Amarrados pelo coração
Eis tu, meu Negro livre
Eu, tua eterna dona
Como rosa cultivada
Em frágil e protetora redoma
Bia Crispim
Nenhum comentário:
Postar um comentário