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Escrever é um ato de existência, rebeldia, resistência e estar no mundo.

domingo, 15 de janeiro de 2012

QUE QUERO!?

Quero chegar em casa e encontrar um elogio, um bilhete, uma fotografia.
Quero sentir a sensação de ser desejada.
De que se é querida, amada.
Talvez uma aventura!
Ou um amor de fato.
Quero um toque, um beijo, um abraço apertado.
Pernas, lençóis e alguém do lado.
Quero companhia, calor, talvez, sexo.
Uma respiração bastava!
Um coração pulsando ao meu lado seria acolhedor.
Quero ser ave-ovo, pra estar sob.
Ou filhote de gata, aninhada.
Quero alma, corpo.
Fungado, ronco e suspiro.
Quero acordar no meio da noite e não sentir frio.
Quero!
Sou felina, canina, menina.
Bicho de bando, manada, rebanho, família.
Não sei ser só, não sei ser silêncio.
Sei outras coisas, muitas coisas.
E sei o que quero:
Quero você, o mundo, fazendo todas minhas vontades.
Pra depois dormir em meus braços.
Feito boneca de pano que, na infância, afasta o pesadelo da solidão.
 Bia Crispim