A meu grande irmão, Damião Vieira
Da terra preta brotou a raça,
Da Negra pele, um canavial,
Cana, açúcar, senzala e praça,
Conceição e reza pro homem mal.
Menino mirim das terras de Oxalá,
Do seu suor, a força laboral,
O doce melado pra forte-ficar,
Palácio Antunes, monumental.
Negra história se formara,
Na cabeça do menino-homem,
Memória grande, tão clara,
Avivando, Madalena, o ontem.
"Oitizeiro", canto de lembrança,
Barões e escravos, antigos fatos,
Hoje prosperidade e esperança,
Negro, dono de si e de seus atos.
Bia Crispim
Nenhum comentário:
Postar um comentário