Rugi,
rasguei tuas roupas,
ruminei cada palavra dita:
rompida da garganta rouca.
Rastejei rasteira,
ralando-me nos restos do que ficou
de mim, de ti,
do que era raro e se quebrou.
Risquei teu nome
do que restou dentro.
Ri a risada mais canina,
rara rompendo
os riscos e rabiscos,
os discos mais ricos,
os livros compartidos,
os sonhos não vividos.
Bia Crispim
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