"Amei-te e por te amar
Só a ti eu não via...
Eras o céu e o mar,
Eras a noite e o dia...
Só quando te perdi
É que eu te conheci..."
Fernando Pessoa
Amei-te!
Como amei-te!
Silenciosamente, como uma brisa
ou um sussurro tênue.
Inaudível.
Amei-te carinhosamente
como um arrepio de pele
em noite de frio.
Uma leve intenção de toque...
Inatingível.
Amei-te docemente
como algodão-rosa-doce,
em fim-de-tarde, sobre a roda-gigante do parque,
derretendo suavemente na língua.
Indescritível.
Amei-te no torpor de um sonho;
num ímpeto de um desejo;
num impulso de uma vontade.
Amei-te imensamente.
Eloquentemente.
A ponto de sentir o amor crescer
como ânsia de explosões catastróficas.
Amei-te feito vulcão:
queimando por dentro.
Amei-te feito tufão:
desordenando tudo ao meu redor.
Amei-te como um grande terremoto:
tremor no corpo e medo e susto...
Amei-te tsunamicamente...
Devastei-me!
Amei-te num tempo pretérito,
preteritamente perfeito.
Para hoje tudo ser lembrança.
Para hoje, nada... Amara!
Passado, pretérito mais-que perfeito.
Bia Crispim
E nas progressões desse amar que vamos encontrando as verdades e certezas de que quanto mais doamos, mais nos devastamos por dentro. Adorei o ritmo, o encaixe perfeito das metáforas, tudo.. Lindissimo! beijos, Beatriz Marques.
ResponderExcluirLegal que vc gostou. Aprecio a opinião daqueles que entendem do assunto. Rsrsrsrsrsrsrsrs...
Excluir