Tentei pequeno proteger-te
Uma fábula de amor único
Em que numa redoma
Nada te atingiria.
Desejo de pertença
De posse: és meu, és meu, és meu...
E vendo-te arrancado
Subtraído de mim
Repentinamente, choro.
Queria que nenhuma dor
O afingisse
Nenhum mal o alcançasse
Que nem a experiência
Dos ventos gelos noturnos
Nem do sol calor, pétala rasgasse.
Seria justo tirar a vida de ti?
E a sensação de sentires
O calor de outra mão?
E impedir que teus espinhos
Machucassem tanto
Quanto a mim?
E teu perfume?
E tua beleza?
Por que deveras sempre
E unicamente
Tinham que a mim pertencer?
Queria-te dona e serva
Contato constante
Pseudo-domado
Airoso e deslumbrante
Enchendo meus olhos de luz.
Bia Crispim
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