A Nilvan Araújo
Vannila que não é baunilha
Que é moda, Vogue, voga
Nasceu do menino Paraíba
Da Campina Grande de Elba
De Mazé, pamonha e teclado azul
Nasceu de Cristal
Admiração, paixão, espelho primeiro.
Natal nutriu
Nutrição de homens
E cabelos residentes, resistentes
A patroa residia lá
No Campus
Cor de rosa
Vannila, Vanna, Vogue
Baía, Carnaval e Pirelli
Carreira de Drag
Dragão noturno que assusta
E encanta
Figura mística de graça
E poder de Rainha
De Queen, de Vannila
Louca, a máscara
A palhaça. o pankaque
O blush, o lápis
Unhas e cílios
Batom que avoluma
A boca, a libido
A falta de pudor
Vannila, Ila, Vanna
Da lagartixa à Diva
Divã de momentos
Registrados na memória
No álbum, no Face, na face
Compartilhados e jamais esquecidos
Amigos não esquecem
O cheiro, o perfume inebriante
Da Flor da Borborema, de mulher doce
De pessoa, de gente, de ser
Exala por entre meias, óculos
Perucas, picumãs multicolores
Olhos de lince e saltos
Altos e drinks
A borboleta entre os olhos
Coruja esperta
Onça disfarçada de zebra
Bicho de muitas visões e sentidos
Devora o mundo
Enche-o de graça
E de beleza e de alegria
Vannila, a amiga, a irmã
Nil, new, sempre novo
Inovadoramente jovem
Radiante como a Miss, como Naná
Em tardes dançantes
Sempre pronta para estar, receber
E assumir o papel de Deusa Anfitriã
Bia Crispim
Gente, de arrepiar!!!
ResponderExcluirTambém adorei a concepção desse poema-crônica. Beijos, Dri.
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