Quando um soneto quis desprender-se do pincel...
Na ânsia de querer amar você
Fechei meus olhos e deixei nascer
Uma maneira nova de sonhar
Uma vontade imensa de se dar
Amei compulsivamente seu corpo
E deixei você consumir o meu
Então, você cansado, exausto, morto
Fez dos meus braços morada dos seus
Assim perdemo-nos nessa farândula
Na esperança louca de entendermos
Todo esse sentimento que nos anula
E sem saber por que nos queremos
Amável seremos uma só pessoa
Deixando-nos viver esse amor à toa.
Bia Crispim
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