Ao meu primeiro grande mestre das metáforas.
Zabeleza...
Palavra zunindo
No falar,
No cantar.
Zombei da calça e do suspensório
Depois quis usá-los.
Gato em teto de zinco
Faz zoada
Você faz mais!
E da irreverência
E da metáfora
Dos zeugmas da língua
Despertou o prazer
De usá-la
De abusá-la
De se lambuzar com a língua.
Do mar
Do sol de rachar
Zabeleza zuniu nos meus ouvidos
Zuniu...
Som antigo que me desorientou
Que me conduziu.
E a última letra
Se fez primeira
Primeiro impulso
Zaz, zaz-traz, xazã
Não sei que palavra mágica foi
Mas foi Djavan.
E o amor e o laço
E o lobo e a matilha...
Zoei por não entender
Zangou-se, fez-se pilha.
Mas mesmo arrasado
Ziguezagueou palavras
Introduziu-as na minha cabeça
(Ou coração?!)
E com um zíper, trancou-as em mim.
Bia Crispim
Nenhum comentário:
Postar um comentário