O corpo não fala mais
Calo-se
Quietou-se
Trancado numa crisálida
Inerte e sem pulso
Cataléptico
Hiberna.
Espera o ímpeto
O choque
A epifania
O estímulo de uma mão
De uma boca.
O pulso.
Não mais dialoga
Não mais se mexe
Não mais se atreve.
Sonha e dorme.
Abre o olho vez em quando
Apenas para odiar a luz.
E no breu íntimo
Da sua (in)cosciência
Ele respira sua própria paralisia
Estático.
Consumindo e consumido
De vazio
De paz
Espera no seu despertar
Borboletar-se.
Bia Crsipim
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