Li
A palavra
Palavras
Apalavradas
Lápis escreveu
Debruçou-se
E o branco ganhou
Linhas paralelas
Agrupadas, separadas
Divididas e juntas
Apareceu a imagem
O som
E lá, do papel brotou
Uma flor
Uma dor
Uma quantidade infinda de sentidos
De coisas
De formas
O lápis
Sem parar
Cultivou
Converteu-se em palavra
Palavras
Palavras
Ganharam vida
Volume e função
Juntaram-se
Repeliram-se
Formaram-se
E revelaram
Que havia um mundo
Dois, três... milhões
Feito milharal
Negócio imenso
Verde
Brotando
O papel
O lápis
A palavra!
E pularam todas
Do branco pra boca
Oca, encheu-se
De som
De sentido
A boca, papel
Riscou-se de língua
E o barulho me disse
Uma coisa, muita coisa
Tanta coisa...
O lápis e a boca
Não pararam mais
Transbordaram
Palavras, ideias
Conceitos
Sentimentos
Sonhos e realidades
Perderam significados
Ganharam outros
Multiplicaram-se
Separaram e uniram
Elas, os outros, nós
As palavras
Encheram
Inundaram o mundo
E tomaram consciência
Da ciência
Do poder
E do amor
Ficaram más
Ou boníssimas
Li-as
As palavras...
Viraram armas!
E bandeiras de paz!
E tudo se apalavrou.
Bia Crispim
Belas palavras e lindo Blog. Amei!!!
ResponderExcluirBeijos!!!!!!
Passa no meu: http://caninga.blogspot.com
Adoro versos. Acho um luxo!
ResponderExcluirVerei o seu, sim, amigo... E que bom que os versos te derpertam adoração, Maria Luisa.
ResponderExcluirMais um espaço que privilegia a construção, em detrimento a outros blogs que se preocupam apenas em fazer fofocas e denegrir a imagem dos outros. Parabéns, Tobias, é para isso que as ferramentas sociais devem existir: propagar sensações, cultura, conhecimento. Um abraço!
ResponderExcluirObrigada, querido amigo... Fico lisonjeada com sua visita e pelos seus parabéns...
ResponderExcluirIncrível ! a gente viaja nesse tipo de poeema *-*
ResponderExcluirObrigada, Carol... Postarei muito mais coisas esses dias...
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